segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um Único Motivo ;

Eu ando me perguntando
Onde anda aquele Amor
Onde anda o Carinho
Esteve sempre me amando
Será que vai me deixar sozinho?


Se tudo isso acabar
E meu coração partir
Vou perder tudo que tenho
e nunca mais vou me pôr a sorrir


Você sempre foi o motivo
isso é muito ruim e sinto muita dor
que não sara com curativo
Mas só com apenas seu Amor
e se não tiver esse "Amor"
Vira tudo um prejuízo
e eu jamais terei você
que é tudo de que eu preciso


Lucas Coradi


Nome: Luan Rodrigues     Nº: 20             2ºA

O Último Suspiro
Em um dia monótono de trabalho, com atividades regulares do meu dia-a-dia, quando de repente ao escorregar, descendo a escada, bato a cabeça levemente, mas por trás de nenhuma dor, duas veias, uma de cada lado, são rompidas, pingos e pingos de sangue jorram descontroláveis.
Após três dias, sem analisar ou até mesmo se importar com o ocorrido, sentado na mesa,em pleno horário de almoço, com companhia de meus filhos e minha esposa. Vejo tudo escurecer em apenas em segundos me perco em minha ilusão, como se fosse um “como”, mais não era o momento.
Horas depois, acordo, deitado em uma cama, não era um ambiente de conforto, era um ambiente vazio, triste, onde almas vagavam sem entender o porque tudo aquilo aconteceu.
Só me lembro de pessoas com máscaras me rodeando, não sei exatamente a quantidade, mas havia muitos ali, naquela sala.Eu inocente não imaginava o que estava por vir, só sentia uma dor inexplicável, como se a minha cabeça estivesse vazando, transbordando algo, ou até mesmo, aparentava ser uma bomba, com ‘’tic-tac’’ cada vez mais rápidos, não imaginava e não percebia que em segundos, eu estaria inconsciente em uma escuridão total, não vi mais ninguém, tentei pedir socorro, mas nada saía de minha boca seca, do meu corpo frio.

Era um simples fato, dormi, mas perdi, o direito de acordar.Sim, estava morto. Me restava descansar pelo resto da eternidade. O que lembra a minha existência, da minha vida que foi como um sopro, é a lápide que afirma: ‘’Aqui Jaz’’.
Nome: Jordana Corrêa Domeneghetti 
                                                                  Minha Primeira Vez
                Como todas as gurias da minha idade, estava super ansiosa, aquele era um marco importantíssimo na vida de qualquer garota que viria a tornar-se uma mulher.        
O combinado estava feito há mais ou  menos dois meses atrás.Tudo tinha que ser perfeito e eu estava me preparando arduamente indo à academia todos os dias, assistindo a vídeos e até parei de comer.
No dia marcado, acordei super disposta e fui em direção ao lugar em que ‘’aquilo’’ aconteceria. Ao chegar no quarto 322, notei um bilhete em cima da cama pedindo para que o esperasse, pois logo estaria ali.
Foi o que fiz, esperei por quase uma hora. As luzes então se apagaram e achei que a hora tinha chegado. Como sempre, estava certa, foi a melhor sensação do mundo e quando as luzes foram acesas, vi algo terrível . Era o cadáver daquele com quem supostamente acabara de compartilhar toda a minha intimidade.
Sinto então, o primeiro de muitos golpes, sentia o sangue escorrendo por todo o meu corpo, desacordando em seguida.

Acordei no hospital e após terem-me contado o que havia acontecido me lembrei de que pelo menos essa seria a primeira vez mais inesquecível de todos os tempos.
   
 Dawan Moraes

O assassino
   Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis o assassino sinistro ainda desconhecido. Depois de poucas evidências encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques e corajosamente contou sua história.
   Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo eu me lembre de ter fechado antes de ir para a cama. Levantei e fechei mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejei para debaixo da minha coberta e tentei voltar a dormir.
   Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima e quase pulei para  fora  de minha cama. Lá em um pequeno raio de luz, iluminado entre as minhas cortinas, tinha um par de olho. Não eram olhos normais. Eles eram escuros, ameaçadores e de um preto profundo e simplesmente planando lá, me aterrorizando.
   Foi quando eu  vi uma boca. Um sorriso, muito horrendo que fez, todos os pelos do meu corpo ficaram em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente depois do que  pareceu uma eternidade ele disse uma frase simples, mas disse de uma forma que só um homem  fora de si falaria.
  Ele disse para eu ir dormir. Deixei um grito escapar e foi isso que fez ele vir até mim. Ele apontou uma faca direto no meu coração. E pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, chutei, soquei, rolei para cima da minha cama, tentando tirá-lo de cima de mim. Meu pai entrou no quarto.  O homem jogou a faca, diretamente , no ombro do meu pa. O homem provavelmente acabaria com ele se um dos vizinhos não tivesse  chamado a polícia.

   Eles estacionaram na frente da minha casa e correram para a porta.  O homem deu a volta e correu as escadas abaixo em direção da entrada da casa. Ouvi então um barulho de vidro quebrado. Quando eu sai do meu quarto, eu vi que a janela do fundo estava quebrada, olhei para fora e vi ele correndo lá longe. Eu posso dizer algo que nunca vou me esquecer: o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça.
Karolina Ruiz
O interrogatório
    - Katerina, já arrumou suas coisas? O caminhão de mudança já chegou. Anda logo!
   - Estou indo mãe, não me apressa!!!
   Passava das cinco horas , o dia estava para se acabar e para nós era um recomeço.
  Compramos uma velha casa que a muitos anos havia sido um pequeno hotel. Familiar. O luar era bem grande e bonito, nós estávamos muito felizes.
  Chegamos na casa e arrumamos apenas um quarto no primeiro andar e fomos dormir, pois a mudança foi muito cansativa, dormimos todos no mesmo quarto, eu, Bernardo, Antony, Garibaldo, mamãe, meu padrasto Astoufo e suas duas filhas, Flor e Cristal.
  Eram três da madrugada quando eu acordei, tentei dormir novamente, mas um barulho irritante vindo do corredor estava me incomodando muito. Tente acordar Antony e Bernardo para irem ver o que estava acontecendo mas meus esforços não valeram de nada, voltaram a dormir.
  Eu não sou uma garota medrosa, graças a minha infância traumática, porque fui aterrorizada e forçada a não ter medo de nada pela minha família e em u mês vou fazer dezessete ano, seria vergonhoso ter medo da própria casa.
  Sai do quarto com uma lanterna e a arma que meu pai me deu no meu aniversário de quinze anos, presentinho exótico! Um colt 1911, 9 mm, tão foda que pode atravessar o corpo de duas pessoas com apenas um tiro. A arma estava carregada  e eu estava preparada para atirar em qualquer coisa que se movimentasse a minha frente.
  Fui andando no extenso corredor rápida e alerta em direção a escada quando tropecei em uma boneca de porcelana, muito estranho, porque Flor, Cristal e eu não tínhamos bonecas! Mas tudo bem, meus irmãos são meio estranhos mesmo.   
  Continuei em frente, subindo a escada, pois o barulho parecia vir do segundo andar, me deparei com a coisa mais nojenta da vida! Um super rato, mega gigante comendo uma carne que cheirava muito mal. Aquilo parecia mais um cachorro ou um filhote de capivara. Horrível. O matei com um tiro que varou o degrau, e aparentemente todos nessa casa entram em coma quando dormem porque ninguém acordou. Se eu tivesse sendo estuprada e morta na sala eu não iria ter ajuda alguma.
  Como o barulho não parou, continuei subindo a escada e descobri que o barulho infernal era uma maldita janela aberta no corredor, que estava batendo sem parar por causa do vento. Fechei a janela e quando eu estava com o pé no primeiro degrau para descer, a porta de um dos quartos se abriu lentamente. Aí já viu né? Casa velha, tudo de madeira, a porta fez aquele som de filme de terror de quando o capeta  tá entrando para matar, mas nem dei moral, tava com muito sono para ligar. Voltei para a cama, mas eu podia jurar que  quando checamos todas as janelas estavam trancadas.
   Logo pela manhã, Astoufo saiu para trabalhar e nós ficamos para arrumar a casa, e em seguida a vovó Blitz chegou com  meus primos Adolf e Samantha para ajudar .
   Estava indo tudo bem, as tarefas estavam bem divididas entre todos. Antony, Cristal e Garibaldo ficaram responsáveis por limpar os quartos  e encerar o piso e a escada. Bernardo, Flor e Adolf iriam limpar os banheiros dos quartos de baixo, lavar os banheiros, encerar o piso dos quartos e das salas e tirar o pó as janelas. Saman...
   - Menina!  Vá direto ao ponto!!!!!
   - Calma seu delegado, os detalhes são sempre importantes! Onde eu parei?
  - Você fala demais Katerina, mas sim, ia começar a falar das tarefas da Samantha.
   - Já me disseram isso antes, mas enfim, Samantha ficou responsável por cuidar do jardim, limpar a cozinha, a sala de jantar, aliás La e a mamãe. A vovó Blitz e eu ficamos responsáveis pela limpeza do porão, do sótão e da piscina. Tudo ia bem.
   O sol estava se pondo, quando de repente ouvimos um barulho de carro, Astoufo não poderia ser, pois foi viajar a negócios e só voltaria semana que vem. Eram Gertrudes, Magnifica e Soninha, minhas tias favoritas chegando com o chá da tarde.
   Estava quase tudo em seu devido lugar, os quartos já estavam distribuídos, Antony, Bernardo e Flor ficaram com os quartos de cima porque são menores e eles passam mais tempo fora. Garibaldo, Cristal, eu e nossos pais com os de baixo, porque somos foda e estamos sempre em casa. Enfim, quase todos já tinham  acabado com as tarefas e já estavam comendo mas vovó e eu ainda estávamos terminando de limpar o porão e foi quando tudo começou.
   - Finalmente, pensei que essa falação toda não ia dar em lugar algum. Fala logo qual é o lance menina!!
   - Por que toda essa pressa? A noite apenas começou!
   - Eu não tenho tempo a perder com lixos como você e a sua família! É melhor você abrir logo o bico!!
   - Você deveria nos agradecer. Mas tudo bem, o que nós fazemos nunca terá reconhecimento e é melhor que continue assim.
   - Pare com esse monte de merda, continue a história.
  - Tudo bem senhor, onde eu parei? Oh sim! E foi onde tudo começou... Eu estava limpando uma estante no porão e foi quando eu percebi que a parede onde estava na verdade era uma porta. Bem louco, não?
  Vovó Blitz me ajudou a empurrar a estante e foi surpreendentemente “broxante”, o que era aquele cômodo secreto.
  - O que era?
  - Ahh.... Tá curioso né sapeca?
  - Olha  respeito mocinha!
  -Relaxa,brincadeirinha!! Então, era um quarto de menina, tinha um fronte de fotos de meninas com feição muito triste penduradas nas paredes e muitas bonecas? Sabe o que é mais engraçado? É que tinha trinta e sete quadros e o mesmo valor em bonecas. E as bonecas estavam vestidos como as garotinhas dos quadros, ainda bem que eu me apego em detalhes hein?
  - E o que todos esses detalhes significam?
  - Você vai entender já já.... Mas então, ai nós entramos no quarto entramos no quarto e a merda aconteceu muito rápido.
  Às vinte e sete bonecas se transformaram em moças bem furiosas. Tenho a “leve” impressão de que elas eram as meninas dos quadros.
  - O quê? Que palhaçada é  essa? Minha paciência já  está no limite garota! Sua assassina, vocês vão pagar.
  - Você pediu a verdade e a verdade nem sempre condiz com a realidade!  Agora cala a boca e escuta... Aquelas meninas, moças, tanto faz, estavam presas na casa, as almas delas estavam, presas as bonecas. O antigo  dono, acho que o primeiro, roubou cada uma delas que estava enterrado no jardim, que raças a Sam nós achamos e soubemos da verdade.
   Augusto dos Anjos, casado com a vagabunda da Virgínia Croetz, juntos roubavam as meninas a meninas e as aprisionaram , aos sete anos e faziam elas matar as pessoas que seriam usadas para um tipo de ritual e aos dezesseis as matavam e bebiam seu sangue e logo em seguida comiam o coração puro, inocente e virgem daquelas pobres e indefesas meninas. E sabe para que tudo isso? Para obter vida externa. É isso o que acontecia naquela casa. E depois monstros somos nós.
   Há alguns anos, Nós matamos esses dois monstros, mas não sabíamos da casa. Meu pai recebeu uma ligação, um pedido  de socorro vindo de lá. Ele não pode ir ou passar o caso para nós.
   Apesar das meninas não terem culpa, foi bem legal atirar na cara delas, aliás, na cara de fantasma delas!
   - Desculpa interromper delegado, mas a família toda fugiu.
   - O quê? Como? Vocês são uns incompetentes!!
   -  Vocês são nojentos, você vai apodrecer aqui! Essa sua historinha só serviu para me dar mais nojo, Matam garotos e ainda falam, tem a audácia de dizer que são fantasmas. Qual o problema do mundo? Mandei carros agora atrás daqueles loucos e você sargento,fica de olho nela.
   - Sim, delegado.
   - Cala a boca sua cretina!
   - Só fiz uma pergunta, sabe? O pedido de socorro que meu pai recebeu  foi de uma alma do além! UHHHHH,hahhahaahhah...
  - Calada! Eu não acredito.
  -Vou ter de provar, eu tenho uma gravação no meu celular, tirar as algemas que eu te mostro.
  - Acha que eu sou idiota?
  - Qual é? Você tá armado e é tão forte!
  - Sou forte é? Tá bom! Mas se você tentar alo eu atiro em você.
  - Relaxa gato, você tá muito tenso!
  Ele tirou as algemas e Katerine com um golpe o desmaiou e fugiu, foi ao encontro da família.
  - Por que demorou tanto Kat? – disse Samantha.
  - O delegado tava no meu pé.
  - Bom pessoal e agora? Já salgamos e queimamos os ossos. O que vai ser? Pra onde vocês vão? – disse Bernardo.
  - Eu e Adolf vamos par o Colorado, ouvi boatos de que tem um ninho de vampiros por lá – disse Samantha.
   - Eu vou para casa também, espero vocês para o Natal. – disse a velha vovó Blitz.
   - Eu vou pra casa também, disse a mãe de Katerine.
   - É pessoal, Foi bom trabalhar com vocês! Valeu família, agora é cada um para um canto e vamos continuar com isso, caçar monstros, salvar pessoas, o negócio da família.
   E assim foi, cada um para um canto, continuar com o negócio da família...
   - Kat, levanta agora! Vai se atrasar para a escola, levanta agora garota!!!
   - O quê? Ahhhh não....
   - Ah não o quê?
  - Não tem fantasmas mãe?
  - Tem você garota, levanta logo!!!!

  E tudo não havia passado de um sonho.....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Minha Vida e o seu final…    Fernanda Santos
Hoje completa mais um ano do pior dia da minha vida. Há exatamente 15 anos atrás, nessa mesma hora, a pior tragédia que eu nunca imaginava poderia acontecer e não desejo isso a ninguém. Ninguém mesmo! Irei contar do começo senão não entenderás!
Quando eu tinha 5 anos minha mãe de certa forma me obrigou fazer balé clássico. Fiz um ano “obrigada”, no ano seguinte pedi a ela que me rematriculasse no Studio que eu já frequentava. Ela ficou toda feliz, pois era o sonho dela que eu fosse uma bailarina reconhecida internacionalmente. Infelizmente, ou felizmente (até hoje eu não sei dizer) esse sonho durou dez anos.
Comecei a namorar com Troy e esse relacionamento durou apenas dois anos. E infelizmente ele acabou falecendo de um jeito muito trágico.
Ao morrer a culpa toda caiu em cima de mim, pois eles dizem até hoje que eu fui a culpada de sua morte. Muitas pessoas me perguntam o que aconteceu, mas eu não me recordo do que realmente aconteceu. Só lembro-me de fumaça, muita fumaça, alguém pegando fogo (no caso Troy) e eu estava muito atordoada e com muita dificuldade em respirar. Depois disso não me lembro de mais nada.
Fiquei internada por três meses e inconsciente. Ao sair do hospital recebi a notícia de que Troy tinha falecido e que o meu veredito é de culpada e a minha pena foi que tinha sido expulsa do meu antigo colégio, para um internato que ficava a 200 quilômetros da minha cidade natal. Estava chateada com a notícia de Troy e brava com meus pais, por eles não terem feito nada para me ajudar. Chegando lá recolheram o meu celular e disseram que só teria direito a uma ligação por semana com duração de quinze minutos cada conversa. Mas não vem ao caso agora.
Depois de certo tempo, que eu estava lá, conheci um garoto hoje meu atual namorado. Estava prestes a completar o terceiro ano do ensino médio. Meu ano letivo tinha ocorrido normal até quinze dias antes da minha tão sonhada formatura.
Fui convidada pela família do meu namorado para jogar basebol, em um campo onde eles já estavam acostumados a ir. Jogamos uma partida, ocorreu tudo tranquilo. Ao iniciarmos a segunda rodada, a bolinha foi para muito longe, no meio do mato que havia ao redor do campo.
Quando de repente aparece Charlie o irmão mais velho da primeira namorada de Vitor (meu namorado). Esse Charlie era um psicopata, literalmente. Quando Vitor terminou com Carla, Charlie prometeu que toda namorada de Vitor ele mataria sem dó nem piedade.
Charlie estava segurando a bolinha na qual estávamos jogando. Meu sogro pede que meu namorado me leve embora daquele lugar.
Bom resumindo, fui levada para bem longe dali. Ligaram-me e era esse psicopata falando que estava com a minha família principalmente a minha mãe. Ele colocou a minha mãe no telefone e ela pedia socorro.
E ele me disse assim: “vem ao antigo Studio de balé, mas vem sozinha sem o seu namorado, pois se ele vier eu mato a sua mãe e você também!” e desligou o telefone.
Fui ao seu encontro escondida. Ao chegar lá, não tinha “ninguém”. Não tinha meu pai, não tinha meus irmãos muito menos a minha mãe. O grito de socorro que eu havia escutado era uma gravação feita a muitos anos atrás naquele mesmo local.
Disse-me belas palavras, dizendo que eu era muito bonita, xavecos desnecessários e pedia que eu negasse o meu amor por Vitor. Ele veio para me dar um beijo dei-lhe um chute no meio das pernas e sai correndo.
Obviamente que ele veio atrás de mim. Pegou-me a força, me empurrou contra o espelho dezenas de vezes. Não se contentando me prende em uma cadeira para que eu não escapasse novamente. Na minha frente ele quebrou as janelas do Studio me desamarrou e novamente tornou a me jogar contra os espelhos. Com esses empurrões torci meu pé e cai em cima dos cacos da janela, um desses cacos entrou na minha coxa.
Antes de sair da casa do meu namorado deixei um bilhete dizendo que se não chegasse dentro 1 hora era pra me procurar naquele Studio.
Já não tinha mais forças para me mexer, a única coisa que conseguia fazer era arrancar o caco que havia perfurado minha coxa. Quando Charlie veio para me atacar novamente chega Vitor para me defender junto com a família dele. Daí em diante não lembro de mais nada. O pouco que sei, foi pelo que eles me contaram. Levaram Charlie para a delegacia, enquanto isso lá estava eu novamente no hospital internada. Mas graças a ciência, dois dias após o acontecido eu já estava “boa” e voltando para casa.......
(Escolha o seu final)
   Final: Romântico
Com o pé todo enfaixado, pois eu não havia torcido e sim quebrado o pé. E a respeito do caco que entrou na minha coxa? Bom, os médicos disseram que não foi muito grave, mas que deveria estar sempre cuidando do machucado e o meu retorno seria dali quinze dias.
Como falei no começo da história a minha formatura estava prestes a acontecer. Fiquei em repouso uma semana e na outra lá estava eu, com o pé enfaixado indo para o baile com o amor da minha vida, o meu herói. Foi tudo muito lindo.
Final da história? Recuperei-me... 4 anos após o acontecido, recebi a notícia de que tanto o meu veredito, quanto a minha pena havia sido “cancelada”, pois acharam o verdadeiro assassino de Troy, fiquei muito feliz é claro. E nesse mesmo ano recebi um pedido de casamento de Vitor, aceitei obvio. Dois anos após o pedido, casei, foi maravilhoso. Hoje tenho 32 anos sou casada e tenho uma filha linda, Sophia de 5 anos e um marido maravilhoso que me apoia em tudo o que faço, inclusive ser contadora de contos verídicos.

      Final:trágico
Participei normalmente da minha formatura, foi muito boa por sinal. Após um mês fui pedida em casamento, aceitei claro. Começamos a nos preparar para esse dia que nos marcaria pro resto  de nossas vidas.
Depois de 6 meses do pedido, comecei a passar muito mal. Fui ao médico, acompanhada por Vitor. Chegando lá fiz uns exames e ele nos disse que eu não tinha nada, que era só um mal estar, mas que era para ficar de olho, pois se voltasse era para retornarmos lá.
Voltei para casa. Já estava “melhor”. Mal sabia que aquilo  poderia agravar. Passaram-se alguns dias e lá estava eu novamente no hospital.
Fiquei internada por alguns dias para fazer exames mais específicos e ver se descobria alguma coisa. Dias mais tarde pediram que eu passasse em um psicólogo, pois eles achavam que podia ser algo da minha cabeça.
Antes de chegar ao consultório, fiquei pensando no que poderia ter me deixado abalada, pois os médicos diziam que o que estava afetando o meu corpo era algo do meu psicológico.
Ao chegar ao consultório, o psicólogo foi bem receptivo. Não quis que Vitor entrasse junto comigo na consulta. Conversamos por três horas e meia. Sai de lá de dentro dando risada, normalmente, como se eu não houvesse descoberto nada. Bom aparentemente eu passava isso para Vitor e para qualquer pessoa que me visse. Só eu e o psicólogo sabíamos o que realmente estava acontecendo.
Como havia dito, estava vendo os preparativos da festa do meu casamento, inclusive o tal vestido branco.
 Saia da loja e corria para o consultório de Patrick (o psicólogo). E assim foi por dois meses. Numa dessas consultas ele me disse que eu tinha depressão, mais que ela ainda estava sendo pesquisada. A única coisa que sabíamos é que ela matava por dentro aos poucos.
Uma semana antes de me casar, fui a um Studio fotográfico para fazer o meu ultimo book de solteira. Fiz, ficou maravilhoso. Ao sair do Studio me deu uma pontada muito forte no peito. Teria que passar no Patrick, porém não fui. Já estava cansada dessa mesmice todo dia, foi por isso que tomei essa decisão.
Passei em casa, peguei o vestido branco que iria usar na festa do meu casamento. Peguei o carro e fui numa floresta que havia ali perto e que anos atrás eu tinha acampando com alguns amigos.
Havia um precipício. Muitos pulavam por diversão, pois em uma determinada época do ano era considerado seguro fora essa época era perigoso.

E ali estava a solução do meu problema. Vestida de branco, e com apenas um passo o meu problema foi resolvido....
Nome: Lucas Alexandre Jorge                Nº: 21                        2º A
Relíquia de Miguel
            Na décima primeira badalada, o sino da igreja proclamava a entrada da madrugada, era meia-noite.Que por sinal, seria uma longa e perigosa madrugada para o único reverendo daquela cidadezinha pacata, quase inundada pela tempestade.
            Acordou assustado com um raio que caía a poucos metros dali.Vestiu sua batina, calçou suas sandálias e com uma vela acesa num candelabro de prata, vagueou pelo corredor úmido, obscuro e solitário daquele seminário, até chegar no seu lugar de orações.Começou a meditar, quando aquela sala tornou-se dia com os relâmpagos que a tempestade gerava.Em seguida, ouviu um estalar de pancadas, provavelmente, oriundos da porta central da igreja.Indo ao encontro dos chamados, rezou vários creios, padres-nosso e ave-marias, antes de virar a maçaneta e verificar qual louco seria este que o perturbava aquela hora.
            Quando olhou para fora, ficou ensopado com o dilúvio que ali estava, mas pôde perceber quem era a pobre criatura que estava debaixo daquela capa preta: o velho oleiro da cidadezinha.
            -Sua Bênção, padre! Desculpe por estar aparecendo a essa hora, inclusive neste tempo de grande tempestade, mas algo muito sério me impulsionou a vir.Sei muito bem que não venho muito às missas de domingo, nem sequer rezo uma Ave-Maria antes de dormir, mas o senhor é o único que pode ajudar o problema da minha filhinha...
            Um arrepio sinistro invadiu sua espinha, o sacerdote engoliu em seco.Em seguida, tentou balbuciar:
            -Mas, o que ela tem?
            Respondeu apressadamente o oleiro:
            -Não sei, não senhor... Há dias que não se alimenta, ela só come as próprias fezes e bebe a própria urina, pois garante que alguém a ordena a fazer isso, caso contrário, irá torturá-la ainda mais! Objetos se movem sózinhos em casa e um dia, a encontramos no teto de seu quarto, em cima da janela. Estava toda contorcida e parecia que estava sendo aprisionada, alguma coisa a beliscava.A pobrezinha gritava muito e pedia para que parassem.Muitos falam que está atormentada por demônios, mas não acredito nisso, ele não existe.
            O padre, atônito com o que ouvia, correu buscar seus santos óleos, água e sal bentos, crucifixo e alguns livros necessários para essa missão. Era claro que iria comandar um ritual de exorcismo, evidente.
            Guardou com todo zelo suas armas para essa guerra espiritual, juntamente com a sua estola, que por sinal, seria muito útil para a situação.Como era um bom sacerdote, recorreu ao seus santos de devoção, à Virgem Maria e ao Arcanjo Miguel para que guiassem seus passos a fim de derrotar a primitiva serpente, o dragão infernal.
            O primeiro contratempo a ser vencido: a tempestade.Outra nunca mais houve na região.Tudo conspirava contra a salvação daquela jovem.Como chegar naquela humilde casa sem serem levados pela enxurrada?
            Comovido com a situação, o padre resolveu pedir ajuda ao vizinho, que por sinal, era muito gentil.Emprestou seu melhor alazão, juntamente com uma boa carruagem, que suportaria a travessia com aquele clima. Cobrou apenas uns rosários ao sacerdote, para que, o empréstimo fosse agradecido.
            Logo, selaram o cavalo, o oleiro foi dirigindo e o padre foi atrás, preparando-se para o que iria encontrar.
            Andaram alguns metros, atravessaram a primeira colina, quando a chuva cessou. As rodas da carruagem travaram misteriosamente, as patas do cavalo foram bloqueadas.Tudo ficou imóvel, como se os segundos, os minutos e as horas não mais existissem.Estranhando o que se passava, o padre foi guiado por seus instintos de vocação e soube que ali, naquele instante, iria passar por uma provação, não física, mas só a fé poderia responder...
            Como se uma força maior o governasse, enfim, conseguiu abrir a porta da carruagem e verificar o que tinha acontecido, pois imaginava que tinham atolado. Ao sair, se deslumbrou com a lua cheia mais linda que tinha visto na vida, era farta, brilhante e tão próxima, que achou estranho, pois não parecia ter dado aquela tempestade a poucos segundos. Percebeu também que o chão estava seco. Ao olhar para a frente uma fumaça gélida, invade aquele campo. Juntamente, uma mula gigante, negra como a noite, olhos flamejando como vulcão, de suas narinas, borrifam ainda mais fumaça, um cheiro de enxofre e um medo assombroso invadem o lugar. Aquele animal sai em disparada, vindo em direção do sacerdote, tenta prensá-lo sobre a carruagem, quando o reverendo consegue ser mais ágil. Acolhe nos dedos um frasco de água benta. Quando estão para colidir, o sacerdote proclama, em latim, juntamente com a água sendo jorrada:
            -Vade Retro, Sátana!
            A partir daí, só ouviam zurros ensurdecedores. A mula sumiu, evaporou com a água sendo aspergida. O padre entrou na carruagem e instantaneamente, um grande trovão, proclamou a segunda parte do dilúvio que tomaria conta da região. Como se fosse liberta, a carruagem correu em disparada, causando um estrondo ainda maior, parecendo que nunca havia sido parada, seguindo na mesma velocidade. O oleiro presenciava tudo e quase caindo de cima do cocheiro, o padre o desperta:
            -Você ainda duvida a existência do demônio, seu cabeça dura? Pode até duvidar dele, mas o demônio acredita em você...
            Ainda com suas dúvidas, o oleiro consentiu e prosseguiu para casa.Seus pensamentos não paravam, mas o padre gritava para que ouvisse, lá do fundo da carruagem, para que orasse e vigiasse e não caísse na tentação.
            Perplexo com o que vivenciou, o padre começou a ter um sentimento de desistência, mas, mal sabia que o segundo contratempo estava por vir:
            Passando por um buraco que estava no meio do caminho, o padre ficou rígido, não movia mais nenhum músculo.Nunca havia passado por isso, nem em seus maiores pesadelos.Quando não podia piorar, ouvia-se do lado de fora da carruagem, como se unhas transpassassem o perímetro, produzindo sons ensurdecedores.Um frio na espinha dominou o sacerdote, sendo despercebido por uma sensação de um cão estar farejando todo seu corpo.Quando chegou na sua face, sentia como se bufasse, igualmente a mula. Aquilo deixou o padre suando frio, as janelas da cabine ficaram todas embaçadas com a fumaça gelada que acabava de entrar.Um frenético silêncio perfura todo o temor, até que seus ouvidos são contagiados por gargalhadas vindas dos anjos caídos.
            Com um grito, o reverendo pega seu rosário e começa a rezar cada vez mais.Já desistindo de todas as possibilidades de chegar ao seu destino, fechou os olhos e implorava para que os anjos viessem ajudá-lo.
            -Hoje seus anjos não vão te ajudar, afinal, estarão cuidando de um funeral.
            Ao verificar quem lhe havia dirigido a palavra, estava ali, do seu lado, uma belíssima mulher: vestido vermelho, belos seios, cabelos longos e traços sensuais.Prossegue vociferando:
            -DOMINUS TUUS MORTUUS EST!
            Quando o padre percebe, havia chegado o terceiro contratempo. Aliás, caiu em si também, que era madrugada de Sexta-Feira Santa, encaixando-se com o que a mulher dissera: ‘’Deus está morto!’’ .Como é possível aquela mulher ter chegado ali, sentando ao lado do padre? Ela diz:
            -Me beija.
            Digerindo o que a mulher dizia, o sacerdote não compreendia o que se passava... Ela retorna a dizer:
            -Me possua, faz o que queres de mim!
Compreendendo o que estava se passando, o sacerdote mostra-lhe a cruz de seu peito e proclama:     
-Foge daqui Satanás, inventor e mestre de todos os enganos. Retrocede diante de Cristo!
Um sorriso sarcástico deu lugar ao ocorrido, retornando ao estado inicial. A mulher já não estava mais lá, deu lugar ao escuro, insegurança e desespero.Enfim chegaram na casa do oleiro, ficava perto de um celeiro feito para guardar feno. A chuva, enfim, cessara um pouco, o que podia se ver nos postes ao longe, era um leve gotejar, misturado com o sereno da noite.
Entraram na casa, o oleiro foi mostrando o caminho que dava ao quarto da menina.O padre conferiu em seu relógio de bolso, eram duas e cinquenta e nove da manhã.Chegando lá, deparou-se com uma sombra feita pela única vela acesa no cômodo, que estava ao lado do leito. Era a mãe da menina, estava segurando um terço e usava um véu negro sobre a cabeça. Há dias que não comia, oferecendo seus jejuns para o bem da filha.Esta que não fechava mais os olhos para dormir, virou sua cabeça para saber quem havia chegado, e grunhiu incomodada como por um raio de sol numa manhã de domingo.
O padre, perplexo imaginando o que lhe esperava, cumprimentou sua fiel, que há muitos dias não a via na missa e pediu para sentar.Enfim, ali estavam, a menina que não era tão menina, uma jovem de uns vinte anos, que, era ferozmente atormentada por demônios. Para ter certeza do êxito do seu trabalho, o sacerdote teve de alertar aos pais o que iria ocorrer, pois se tratava de um assunto cauteloso,que faria cair em decadência a vida daquela família e a do próprio sacerdote, caso chegasse nos ouvidos da Diocese. Todos concordaram em manter total sigilo, para certificarem da segurança.
Aconteceu que, o demônio alojado na menina, sentiu a presença do sacerdote muito antes dele entrar na residência. Sabia que o padre tinha total poder e autoridade para expulsá-lo, então, como é astuto, tentou livrar-se de seu inimigo naquele instante.
-Três horas!
Foi o que anunciou o padre.Sendo um horário muito simbólico, ainda mais no dia em que estavam (Horário que os demônios usam para deturpar, profanar, danificar a Trindade) o demônio, sabendo disso, decidiu ‘’dar as caras’’ por meio da menina.
-Maldito seja Deus! Maldito seja seu nome! Menina vagabunda! Ela é toda minha, ninguém me tira dela! Essa eu devoro no precipício do inferno, nem as traças a consumirão, pois ela foi destinada para mim!
Com a astúcia divina, o padre já providencia um local para iniciar seu exorcismo. Pegou de sua maleta tudo o que seria necessário para o momento, começou pela estola, rosário, água benta e crucifixo na mão direita, livros de rituais na mão esquerda. E borrifou umas gotas de água na moça. Como se estivesse numa labareda, as gotas se dissolviam e tornavam-se vapor. Tentou mais uma vez para que tocasse a pele da menina, em vão.
Ordenou que a amarrassem nas beiradas da cama, para que, enfim, desse início ao exorcismo. Percebendo que agora já dava para continuar, besuntou sua mão com água e traçou na testa da possessa, uma enorme cruz que parecia ser traçada com fogo de tanto que ardia e gritava. Foi um gesto recíproco, ao terminar o sinal da cruz, ela fixa o olhar e cospe em sua face, afastando-se com um rosnar furioso.
O sacerdote optou por começar a dizer algumas orações de exorcismo.Com voz potente e autoritária, proclama:
-Eu, como sacerdote, representante de Cristo, ordeno-te em nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cinco Chagas, da Virgem Imaculada, da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, de São Miguel, diga o seu nome.
Como uma serpente rasteja na areia quente do deserto, assim estava a garota em seu leito, que enfim, diz:
-Digas-me tu, quem é você, maldito! Sacerdote, é? Acabei com vários! Assim como Jesabel! Conheces? Vários discípulos meus fazem hoje, como Jesabel fez! Ah, tantos que jazem em minhas mãos!
Um barulho de serpente vibra o lugar.
-Pelas minhas mão sacerdotais, pela Santíssima Virgem Maria, ordeno-te, quem és?
-Ah, Ela não! Por que sempre meta Ela onde não deve? Já não basta ser mãe de Jesus, acabando com nossos planos de perdição da humanidade, agora vem até aqui nos estorvar? Chega! Ela não! Não há criatura que eu odeie mais! Se um dia, for destruído, que seja pela mão de Deus e não por uma humana coitada! Maldita seja! Nem xingá-la eu posso! Devo reverência, louvor e respeito total, pois é por culpa dela que essa pandilha e eu caímos! Se vocês soubessem o amor que ela tem por vocês, viveriam todos ajoelhados rezando aquelas bostinhas de cabrito que vocês pulam... QUE NOJO! Amor! Damn caritate! Ela por inteiro, é um terror a nós!
-Ordeno-te, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo! Diga quem és e quantos são!
-MALDITO ESPÍRITO SANTO! Somos a quantidade de filhos que ela abortou!
A mãe, ilumina a situação percebendo a frustração do sacerdote:
-Ela já foi casada, engravidou várias vezes, mas perdeu todos! O marido, faleceu a algum tempo em um acidente.
-E quantos filhos ela teve?
Com a dúvida pairando no ar, a moça começa a se debater na parede, ainda presa na cama. O padre, a segura pelos braços e vê, sob o seu pijama, sangramentos vindos do braço direito da menina. Ao puxar para ver o que acontecia, percebeu que apareciam em seu braço, vários números em seu corpo. A menina estava sendo mutilada como que por navalhas, o número 3. E um grande grito, confirma:
-SOMOS TRÊS!
-Diga, em nome de Deus, quem são?
-Sou eu quem te falo agora, uma das bruxas de Salém! E eu te revelo e declaro, maldito; foi eu quem te pediu um beijo na carruagem vindo para cá e você desprezou. Malditos serão todos os seus dias, pois ninguém me rejeita! E foi eu também que foi a causadora pela morte dessas crianças...
Ao perceberem, a moça já havia se rompido das amarras e jazia, quase morta, no chão de seu quarto. O padre, perdido com tantos acontecimentos, vai em socorro da jovem. Ao chegar perto, o ventre da possessa, infla como  se fosse ar. Pés e mãos agitadas de crianças dá para se ver por fora da barriga. Nesse instante, a Bruxa de Salém fez com que a jovem viúva chorasse todos os choros de seus filhinhos, um por vez. Segurando na estola do sacerdote, diz:
-Me estupra.
Um alarmante e sarcástico riso de bruxa consome seus ouvidos. O sacerdote, guiado pelo crucifixo, reza:
- Crux sacra sit mihi lux, non draco sit mihi dux ,vade retro sátana nunquam suade mihi vana , sunt mala quae libas, ipse venena bibas!
A menina tossia muito, parecendo estar com ância.Percebendo, o padre ordena ao demônio que pusesse  para fora todo tipo de depravação, para que a moça ficasse liberta. Ao proclamar, ela vomita um líquido negro, parecendo piche, quando tocado no chão, tornavam-se pregos enormes e pontiagudos, agulhas finas e sinistras usadas pela própria bruxa em seus rituais de magia negra.Gemendo e urrando de dor, exclama:
-MEDEIA!
A jovem acabava de se libertar da bruxa de Salém.Agora, faltavam dois! O padre questiona:
-Qual é o seu nome?
-Ela não irá dormir nunca mais! Se fechar os olhos, eu a arranco pedaços com meus dentes! Ela só irá repousar em meus braços no inferno! ELA É MINHA! Sou eu quem a belisco para que ela não durma! Insônia é o meu nome...
-Diga seu nome, espírito imundo! Retornarás ao nicho de víboras de onde viestes! Eu te ordeno, diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição, fale seu nome pelo poder do Santo Rosário!
-NÃO! O Rosário não! Detesto isso! Para que rezar? Chega! Fica acordado comigo! Ela nem liga para você mesmo! Essa a quem vocês chamam de Santa, coitada! Não é nada perante mim!
- Cale-se, cão maldito! Sabes muito bem que uma Ave-Maria proferida dos lábios da Santíssima Virgem, é mais potente que todas as orações dos Anjos e Santos unidas em uma só! Rogo pela intercessão de Maria Santíssima neste momento, que sua presença esteja aqui, que seja a própria Senhora rezando em mim: Ave-Maria, cheia de graça...
-MALDITO! IMBECÍL! CHEGA!
-Santa Maria, mãe de Deus...
Enquanto o sacerdote rezava, uma luz inundou aquele quarto. Uma presença que trazia a paz pousou ali. Uma não, duas! Era Miguel e a Santíssima Virgem, esperando o momento certo para dizimar satanás.
- ... Agora e na hora de nossa morte, amém! Diga seu nome!
-AMICOL!
-Ordeno-te Amicol, voltes para onde veio e que lá fiques! Seja arrastado pelo rosário da Virgem Maria às profundezas do Inferno, onde nunca deverias ter saído. Faltou um... Ordeno-te, como fiz com Medeia e Amicol, digas quem é!
Um mortífero silêncio invadiu aquela casa, juntamente com uma escuridão nefasta. Apenas dois olhos flamejantes como tochas são capazes de ver no breu, quando ouvem:
-SOU LÚCIFER, O DIABO DO ORGULHO!
-ORDENO-TE, ARCANJO MIGUEL, VAI E TRAVE COMBATE COM O REI DOS DEMÔNIOS! Expulsa e envergonhe satanás juntamente com todo o inferno! Enviai fileiras de Anjos e Arcanjos, mostre que não há ninguém como Deus! Retorne a mandá-lo para o inferno, lá é o lugar que merece!
Outra vez, uma luz incendiou a casa. Tudo ficou branco, nada se via ou ouvia. A paz reinava neste lugar. A única certeza que o padre teve de ser verídica aquela guerra espiritual, foi quando ouviu a espada de Miguel perfurar a Primitiva Serpente e uma pequena lâmina, lascou e caiu onde eles estavam de início. Ao entrar em contato com o plano terrestre, ouvia-se os quatro ventos, raios e tempestades, os oceanos se agitaram, terremotos, vulcões e tsunamis proclamavam a dor que tamanha arma propusera.Apenas se ouviu:
-LÚCIFER!
-Esconjuro-vos, todo espírito impuro, todo poder satânico, cada incursão do adversário infernal, cada legião, toda congregação e seita diabólica. Portanto, maldito dragão e legião diabólica, eu vos ordeno, deixem de enganar as criaturas humanas. Vá embora satanás, inventor e mestre de toda mentira, inimigo da salvação do homem.Humilha-te perante a poderosa mão de Deus, treme e foge quando invocarmos o nome do Santo dos Santos, quando ouvido, trema os infernos. Livrai-nos do inimigo, isso vos pedimos, livrai-nos, Senhor.Para que a tua Igreja possa servir-te em paz e liberdade, livrai-nos, Senhor.
O sacerdote desmaia de tanto esgotamento, mas conseguiu com êxito, acabar com o ritual de exorcismo. Acordou com uma luz incomparável e alguém com asas esbofeteando sua face, dizendo:
-Calme, sou Miguel. Agora, vais depressa! A missa das seis da manhã está para começar, rápido!
Olhando em volta, ainda perplexo com o que havia acontecido na noite anterior, percebe que está na sua igrejinha e sim, estava quase para começar a Santa Missa, já tendo alguns fiéis na porta esperando que fosses recebidos. Entre os fiéis, estava também a família do oleiro. Com os olhares de gratificação, que inundaram o coração do padre de alegria. Terminando a missa, Lucia, a jovem liberta, entrega nas mãos do padre uma pequena espada de ferro:

-Tome, esqueceu isso em casa. Saiu tão apressado ontem, nem deu tempo de agradecer... Como é pesada, não é? Tão pequena e tão potente! Dá a impressão que ganhou do próprio Arcanjo Miguel! Vai entender, coisas de padre...