segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Minha Vida e o seu final…    Fernanda Santos
Hoje completa mais um ano do pior dia da minha vida. Há exatamente 15 anos atrás, nessa mesma hora, a pior tragédia que eu nunca imaginava poderia acontecer e não desejo isso a ninguém. Ninguém mesmo! Irei contar do começo senão não entenderás!
Quando eu tinha 5 anos minha mãe de certa forma me obrigou fazer balé clássico. Fiz um ano “obrigada”, no ano seguinte pedi a ela que me rematriculasse no Studio que eu já frequentava. Ela ficou toda feliz, pois era o sonho dela que eu fosse uma bailarina reconhecida internacionalmente. Infelizmente, ou felizmente (até hoje eu não sei dizer) esse sonho durou dez anos.
Comecei a namorar com Troy e esse relacionamento durou apenas dois anos. E infelizmente ele acabou falecendo de um jeito muito trágico.
Ao morrer a culpa toda caiu em cima de mim, pois eles dizem até hoje que eu fui a culpada de sua morte. Muitas pessoas me perguntam o que aconteceu, mas eu não me recordo do que realmente aconteceu. Só lembro-me de fumaça, muita fumaça, alguém pegando fogo (no caso Troy) e eu estava muito atordoada e com muita dificuldade em respirar. Depois disso não me lembro de mais nada.
Fiquei internada por três meses e inconsciente. Ao sair do hospital recebi a notícia de que Troy tinha falecido e que o meu veredito é de culpada e a minha pena foi que tinha sido expulsa do meu antigo colégio, para um internato que ficava a 200 quilômetros da minha cidade natal. Estava chateada com a notícia de Troy e brava com meus pais, por eles não terem feito nada para me ajudar. Chegando lá recolheram o meu celular e disseram que só teria direito a uma ligação por semana com duração de quinze minutos cada conversa. Mas não vem ao caso agora.
Depois de certo tempo, que eu estava lá, conheci um garoto hoje meu atual namorado. Estava prestes a completar o terceiro ano do ensino médio. Meu ano letivo tinha ocorrido normal até quinze dias antes da minha tão sonhada formatura.
Fui convidada pela família do meu namorado para jogar basebol, em um campo onde eles já estavam acostumados a ir. Jogamos uma partida, ocorreu tudo tranquilo. Ao iniciarmos a segunda rodada, a bolinha foi para muito longe, no meio do mato que havia ao redor do campo.
Quando de repente aparece Charlie o irmão mais velho da primeira namorada de Vitor (meu namorado). Esse Charlie era um psicopata, literalmente. Quando Vitor terminou com Carla, Charlie prometeu que toda namorada de Vitor ele mataria sem dó nem piedade.
Charlie estava segurando a bolinha na qual estávamos jogando. Meu sogro pede que meu namorado me leve embora daquele lugar.
Bom resumindo, fui levada para bem longe dali. Ligaram-me e era esse psicopata falando que estava com a minha família principalmente a minha mãe. Ele colocou a minha mãe no telefone e ela pedia socorro.
E ele me disse assim: “vem ao antigo Studio de balé, mas vem sozinha sem o seu namorado, pois se ele vier eu mato a sua mãe e você também!” e desligou o telefone.
Fui ao seu encontro escondida. Ao chegar lá, não tinha “ninguém”. Não tinha meu pai, não tinha meus irmãos muito menos a minha mãe. O grito de socorro que eu havia escutado era uma gravação feita a muitos anos atrás naquele mesmo local.
Disse-me belas palavras, dizendo que eu era muito bonita, xavecos desnecessários e pedia que eu negasse o meu amor por Vitor. Ele veio para me dar um beijo dei-lhe um chute no meio das pernas e sai correndo.
Obviamente que ele veio atrás de mim. Pegou-me a força, me empurrou contra o espelho dezenas de vezes. Não se contentando me prende em uma cadeira para que eu não escapasse novamente. Na minha frente ele quebrou as janelas do Studio me desamarrou e novamente tornou a me jogar contra os espelhos. Com esses empurrões torci meu pé e cai em cima dos cacos da janela, um desses cacos entrou na minha coxa.
Antes de sair da casa do meu namorado deixei um bilhete dizendo que se não chegasse dentro 1 hora era pra me procurar naquele Studio.
Já não tinha mais forças para me mexer, a única coisa que conseguia fazer era arrancar o caco que havia perfurado minha coxa. Quando Charlie veio para me atacar novamente chega Vitor para me defender junto com a família dele. Daí em diante não lembro de mais nada. O pouco que sei, foi pelo que eles me contaram. Levaram Charlie para a delegacia, enquanto isso lá estava eu novamente no hospital internada. Mas graças a ciência, dois dias após o acontecido eu já estava “boa” e voltando para casa.......
(Escolha o seu final)
   Final: Romântico
Com o pé todo enfaixado, pois eu não havia torcido e sim quebrado o pé. E a respeito do caco que entrou na minha coxa? Bom, os médicos disseram que não foi muito grave, mas que deveria estar sempre cuidando do machucado e o meu retorno seria dali quinze dias.
Como falei no começo da história a minha formatura estava prestes a acontecer. Fiquei em repouso uma semana e na outra lá estava eu, com o pé enfaixado indo para o baile com o amor da minha vida, o meu herói. Foi tudo muito lindo.
Final da história? Recuperei-me... 4 anos após o acontecido, recebi a notícia de que tanto o meu veredito, quanto a minha pena havia sido “cancelada”, pois acharam o verdadeiro assassino de Troy, fiquei muito feliz é claro. E nesse mesmo ano recebi um pedido de casamento de Vitor, aceitei obvio. Dois anos após o pedido, casei, foi maravilhoso. Hoje tenho 32 anos sou casada e tenho uma filha linda, Sophia de 5 anos e um marido maravilhoso que me apoia em tudo o que faço, inclusive ser contadora de contos verídicos.

      Final:trágico
Participei normalmente da minha formatura, foi muito boa por sinal. Após um mês fui pedida em casamento, aceitei claro. Começamos a nos preparar para esse dia que nos marcaria pro resto  de nossas vidas.
Depois de 6 meses do pedido, comecei a passar muito mal. Fui ao médico, acompanhada por Vitor. Chegando lá fiz uns exames e ele nos disse que eu não tinha nada, que era só um mal estar, mas que era para ficar de olho, pois se voltasse era para retornarmos lá.
Voltei para casa. Já estava “melhor”. Mal sabia que aquilo  poderia agravar. Passaram-se alguns dias e lá estava eu novamente no hospital.
Fiquei internada por alguns dias para fazer exames mais específicos e ver se descobria alguma coisa. Dias mais tarde pediram que eu passasse em um psicólogo, pois eles achavam que podia ser algo da minha cabeça.
Antes de chegar ao consultório, fiquei pensando no que poderia ter me deixado abalada, pois os médicos diziam que o que estava afetando o meu corpo era algo do meu psicológico.
Ao chegar ao consultório, o psicólogo foi bem receptivo. Não quis que Vitor entrasse junto comigo na consulta. Conversamos por três horas e meia. Sai de lá de dentro dando risada, normalmente, como se eu não houvesse descoberto nada. Bom aparentemente eu passava isso para Vitor e para qualquer pessoa que me visse. Só eu e o psicólogo sabíamos o que realmente estava acontecendo.
Como havia dito, estava vendo os preparativos da festa do meu casamento, inclusive o tal vestido branco.
 Saia da loja e corria para o consultório de Patrick (o psicólogo). E assim foi por dois meses. Numa dessas consultas ele me disse que eu tinha depressão, mais que ela ainda estava sendo pesquisada. A única coisa que sabíamos é que ela matava por dentro aos poucos.
Uma semana antes de me casar, fui a um Studio fotográfico para fazer o meu ultimo book de solteira. Fiz, ficou maravilhoso. Ao sair do Studio me deu uma pontada muito forte no peito. Teria que passar no Patrick, porém não fui. Já estava cansada dessa mesmice todo dia, foi por isso que tomei essa decisão.
Passei em casa, peguei o vestido branco que iria usar na festa do meu casamento. Peguei o carro e fui numa floresta que havia ali perto e que anos atrás eu tinha acampando com alguns amigos.
Havia um precipício. Muitos pulavam por diversão, pois em uma determinada época do ano era considerado seguro fora essa época era perigoso.

E ali estava a solução do meu problema. Vestida de branco, e com apenas um passo o meu problema foi resolvido....

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